Golpe do falso advogado: saiba como se proteger dessa fraude que cresce no Brasil
O golpe do falso advogado tem se tornado cada vez mais comum no país, atingindo especialmente pessoas que possuem processos judiciais em andamento ou esperam o recebimento de valores. Criminosos se passam por profissionais do Direito, utilizam linguagem técnica e prometem pagamentos rápidos para enganar as vítimas.
Como o golpe acontece
Os golpistas entram em contato com a vítima por telefone, WhatsApp ou e-mail, afirmando que há um valor a ser liberado de um processo judicial, precatório ou indenização. Eles utilizam nomes de advogados verdadeiros, fotos profissionais e até documentos falsificados com logotipos de tribunais e escritórios.
Muitos conseguem acesso a informações públicas de processos em sites como JusBrasil ou Diários Oficiais, o que torna a fraude ainda mais convincente. Em seguida, pedem o pagamento antecipado de taxas ou custas processuais para liberar o suposto valor — e, após a transferência, somem sem deixar rastros.
Como identificar o golpe
Alguns sinais que indicam tentativa de fraude:
- Promessas de liberação rápida de valores judiciais mediante pagamento.
- Contatos via WhatsApp ou e-mail sem aviso prévio.
- Solicitação de transferências via Pix ou depósito para pessoas físicas.
- Uso de termos jurídicos complexos para gerar confiança.
- Criação de urgência, alegando que “o prazo termina hoje” ou “você perderá o valor”.
Nenhum advogado ou escritório legítimo solicita pagamentos antecipados por meio de aplicativos de mensagem. Desconfie sempre e nunca envie valores ou documentos pessoais sem confirmação direta.
Dicas de segurança
- Confirme a identidade: verifique o nome do profissional no site da OAB (www.oab.org.br).
- Não transfira valores sem contrato formal ou assinatura eletrônica certificada.
- Evite clicar em links suspeitos ou abrir arquivos anexados.
- Entre em contato direto com o escritório oficial ou com o tribunal do seu processo.
- Mantenha um advogado de confiança para validar qualquer informação recebida.
Responsabilidade dos bancos
Se a fraude envolveu transferência via Pix, TED ou DOC, o banco pode ser responsabilizado, conforme o Código de Defesa do Consumidor e a Súmula 479 do STJ, que determina a responsabilidade das instituições financeiras por falhas na segurança interna. Isso inclui casos em que a conta do golpista foi aberta sem verificação adequada ou quando a instituição não bloqueou movimentações suspeitas.
Como agir se você foi vítima
- Registre um boletim de ocorrência, preferencialmente na Delegacia Virtual do seu estado.
- Notifique o banco e solicite bloqueio imediato da conta fraudulenta.
- Salve todas as provas: prints das conversas, comprovantes de transferência, e-mails e perfis falsos.
- Procure orientação jurídica especializada para buscar indenização e recuperação dos valores.
O golpe do falso advogado é uma fraude que se apoia na confiança e na desinformação. Com atenção, prevenção e acompanhamento jurídico, é possível evitar prejuízos e responsabilizar os envolvidos.
Fique atento aos seus direitos! ⚖️
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