Golpe do falso advogado: saiba como se proteger dessa fraude que cresce no Brasil

Golpe do falso advogado: saiba como se proteger dessa fraude que cresce no Brasil

O golpe do falso advogado tem se tornado cada vez mais comum no país, atingindo especialmente pessoas que possuem processos judiciais em andamento ou esperam o recebimento de valores. Criminosos se passam por profissionais do Direito, utilizam linguagem técnica e prometem pagamentos rápidos para enganar as vítimas. 

Como o golpe acontece

Os golpistas entram em contato com a vítima por telefone, WhatsApp ou e-mail, afirmando que há um valor a ser liberado de um processo judicial, precatório ou indenização. Eles utilizam nomes de advogados verdadeiros, fotos profissionais e até documentos falsificados com logotipos de tribunais e escritórios.

Muitos conseguem acesso a informações públicas de processos em sites como JusBrasil ou Diários Oficiais, o que torna a fraude ainda mais convincente. Em seguida, pedem o pagamento antecipado de taxas ou custas processuais para liberar o suposto valor — e, após a transferência, somem sem deixar rastros.

Como identificar o golpe

Alguns sinais que indicam tentativa de fraude:

  1. Promessas de liberação rápida de valores judiciais mediante pagamento.
  2. Contatos via WhatsApp ou e-mail sem aviso prévio.
  3. Solicitação de transferências via Pix ou depósito para pessoas físicas.
  4. Uso de termos jurídicos complexos para gerar confiança.
  5. Criação de urgência, alegando que “o prazo termina hoje” ou “você perderá o valor”.

Nenhum advogado ou escritório legítimo solicita pagamentos antecipados por meio de aplicativos de mensagem. Desconfie sempre e nunca envie valores ou documentos pessoais sem confirmação direta.

Dicas de segurança

  1. Confirme a identidade: verifique o nome do profissional no site da OAB (www.oab.org.br).
  2. Não transfira valores sem contrato formal ou assinatura eletrônica certificada.
  3. Evite clicar em links suspeitos ou abrir arquivos anexados.
  4. Entre em contato direto com o escritório oficial ou com o tribunal do seu processo.
  5. Mantenha um advogado de confiança para validar qualquer informação recebida.

Responsabilidade dos bancos

Se a fraude envolveu transferência via Pix, TED ou DOC, o banco pode ser responsabilizado, conforme o Código de Defesa do Consumidor e a Súmula 479 do STJ, que determina a responsabilidade das instituições financeiras por falhas na segurança interna. Isso inclui casos em que a conta do golpista foi aberta sem verificação adequada ou quando a instituição não bloqueou movimentações suspeitas.

Como agir se você foi vítima

  1. Registre um boletim de ocorrência, preferencialmente na Delegacia Virtual do seu estado.
  2. Notifique o banco e solicite bloqueio imediato da conta fraudulenta.
  3. Salve todas as provas: prints das conversas, comprovantes de transferência, e-mails e perfis falsos.
  4. Procure orientação jurídica especializada para buscar indenização e recuperação dos valores.

O golpe do falso advogado é uma fraude que se apoia na confiança e na desinformação. Com atenção, prevenção e acompanhamento jurídico, é possível evitar prejuízos e responsabilizar os envolvidos.

Fique atento aos seus direitos! ⚖️

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