Justiça reconhece violação de direitos de mãe e filho autistas em evento e reforça a importância da inclusão

Justiça reconhece violação de direitos de mãe e filho autistas em evento e reforça a importância da inclusão

Em uma decisão emblemática, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou uma produtora de espetáculos circenses e a administração de um shopping center a indenizar uma mãe e seu filho autista em R$ 7 mil por danos morais. O caso ocorreu quando a família teve negado o direito ao atendimento prioritário ao tentar acessar um espetáculo de circo, resultando em constrangimento público e desrespeito à dignidade dos envolvidos.​

Segundo os autos, a mãe foi informada na bilheteria de que bastaria apresentar a carteira de identificação da deficiência para garantir a entrada prioritária. No entanto, ao se dirigir à entrada do evento, um funcionário recusou-se a respeitar a prioridade, exigindo que ela comprasse o ingresso e aguardasse no final da fila. Essa atitude impediu que mãe e filho assistissem à sessão desejada, causando-lhes constrangimento e impacto emocional.​

A decisão do TJMG destaca que o shopping, ao ceder espaço para o evento, integra a cadeia de prestação de serviços e, portanto, é responsável solidariamente pelo ocorrido. O relator do caso enfatizou que o autismo é um transtorno do desenvolvimento neurológico que justifica os incentivos legais concedidos às pessoas autistas, incluindo o direito ao acesso preferencial. A situação vivida pela família intensificou crenças disfuncionais relacionadas à impossibilidade de levar uma vida comum entre os normotípicos, afetando sua dignidade e saúde emocional.​

A legislação brasileira garante o atendimento prioritário às pessoas com deficiência, incluindo aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme estabelecido pela Lei nº 12.764/2012 e pela Lei nº 10.048/2000. Essas leis asseguram que indivíduos com TEA tenham prioridade no atendimento em diversos serviços, visando promover a inclusão e o respeito aos seus direitos.​

Este caso reforça a importância da conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência e a necessidade de treinamento adequado para os funcionários de estabelecimentos comerciais e de entretenimento. A inclusão não é apenas uma questão legal, mas um compromisso social com a dignidade e o respeito de todos os cidadãos.​

Se você ou alguém que conhece enfrentou situação semelhante, é fundamental buscar orientação jurídica especializada para garantir o cumprimento dos direitos assegurados por lei.

Fique atento aos seus direitos! ⚖️

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